Todas as noites, Cassandra partilhava a cama com a sua pitão… até que uma ecografia revelou a aterradora verdade e mudou tudo para sempre.

by banber130389
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Cassandra encarava o ecrã do ecógrafo com o coração a disparar. Num instante, tudo o que ela acreditava saber sobre a sua cobra Reggie desmoronou-se. Temia apenas uma doença, talvez algum distúrbio, mas a verdade era bem mais sombria.

Um arrepio percorreu-a. Como não tinha percebido os sinais antes? Cada vez que Reggie se enrolava no seu corpo, cada olhar que ela interpretava como carinho… agora pareciam presságios.

Dormir com ele já não era um gesto de afeto, mas um alerta silencioso. No início, seguiu todas as regras: terrário climatizado, cuidados constantes. Mas a solidão falou mais alto. Cassandra queria mais do que um animal de estimação; queria companhia. Foi assim que Reggie acabou a partilhar a sua cama.

Depois começou a mudar. Recusava comida, ignorava frango e coelho. Até que, numa estranha agitação, despertou a atenção de Cassandra. As palavras do veterinário caíram como um golpe:

—Entendo os seus sentimentos —disse o Dr. Hanson—, mas continua a lidar com um animal selvagem. A sua proximidade não é amor. Pitões podem jejuar semanas… à espera de uma presa maior. E, pelo que vejo, é exatamente isso que ele está a fazer.

O mundo de Cassandra desabou. Todas aquelas noites que acreditava serem de proteção não passavam de preparação paciente. Reggie não a amava; estava à espera dela.

—Não… isso é impossível —sussurrou—. O Reggie nunca me faria mal.

O médico suspirou: —Pense na sua segurança. Dê-lhe o ambiente adequado. Não é abandoná-lo, é salvá-los a ambos. Cassandra baixou os olhos. O coração resistia, mas a razão já ditara a única decisão possível.