Encontrei estranhas bolinhas brancas na mochila do meu filho de 15 anos: ele diz que são apenas doces, mas eu não acredito nele.

by banber130389
123 views

Encontrei umas bolas brancas estranhas na mochila do meu filho de 15 anos: ele diz que são apenas doces, mas eu não acredito…

Quando fui revistar a mochila da escola do meu filho de quinze anos à noite, não esperava nada de especial. Só queria sacudir o lixo e guardar as coisas direito, porque ele simplesmente atirava sempre a mochila para um canto e dizia que ia arrumar mais tarde.

Mas, naquela noite, a minha mão esbarrou num pacote de papel branco, grosso e amassado, debaixo dos livros.

No começo, achei mesmo que fosse só um pedaço de lixo. O papel estava amassado como se tivesse sido escondido às pressas, só para não chamar a atenção. Estava quase a deitá-lo no lixo, mas de repente senti que havia algo lá dentro. Desdobrei o papel com cuidado e gelei.

Lá dentro havia umas bolas brancas, ou melhor, pedacinhos ovais, de formato regular, lisos, estranhos, como se fossem artificiais. Não eram totalmente idênticos, mas muito parecidos uns com os outros. Brancos, foscos, com um cheiro cru e desagradável de que não gostei de imediato. Definitivamente não eram confeitos, nem comprimidos, nem doces normais.

Exatamente nessa hora o meu filho entrou no quarto. Mostrei-lhe a descoberta e perguntei o que era. Primeiro ele assustou-se, depois desviou o olhar rapidamente e disse com demasiada calma que eram apenas doces que lhe tinham sido dados por uns rapazes da turma do lado.

Pela voz dele, percebi logo que estava a mentir. Ele falou com muito descaso, como se tivesse inventado a resposta com antecedência e esperasse que eu não investigasse mais o assunto.

Peguei numa das bolas brancas entre os dedos e olhei para ela mais uma vez. Não se parecia em nada com um doce. Sem cobertura, sem cheiro de açúcar, e nem sequer uma casca dura de verdade.  Então não aguentei mais, peguei num guardanapo e apertei levemente para descobrir o que havia lá dentro. A casca rachou e, naquele momento, foi como se um calafrio me percorresse o corpo.

Lá dentro não era nada do que eu temia, e isso não tornou as coisas mais fáceis, mas sim ainda mais assustadoras. Eram ovos. Ovos de verdade de alguma criatura. Por um momento não consegui nem falar, fiquei apenas a olhar para o meu filho, e ele percebeu que não adiantava continuar a esconder.

Acontece que os rapazes da outra turma não lhe tinham dado aqueles ovos por acaso. Um deles tinha lagartos em casa e, pelo visto, andava a levar os ovos deles para a escola há já algum tempo.

Ele tinha falado sobre eles a alguns, mostrado a outros e até vendido a alguém. Para os adolescentes, parecia ser algum tipo de diversão incomum.

O meu filho também tinha sido arrastado para isso. Ficou curioso para ver como uma pequena criatura sai do ovo e decidiu criá-la em casa, sem contar a ninguém.

Confessou que queria escondê-los no seu quarto e esperar até que algo nascesse. Já tinha lido na internet sobre como mantê-los aquecidos, onde colocar os ovos e com o que alimentar as crias. Ele disse tudo isso com um entusiasmo tão estranho, como se fosse uma experiência inocente e não répteis vivos que poderiam aparecer na nossa casa a qualquer momento.