Jacqueline Bisset é, sem dúvida, uma mulher extraordinária – em todos os sentidos da palavra. Com quase seis décadas de carreira e uma filmografia que abrange cerca de 50 filmes, a atriz de 80 anos continua a deslumbrar, sem mostrar sinais de desaceleração.
Desde a minha infância, Jacqueline Bisset tem sido uma das minhas maiores fontes de inspiração. Meus pais adoravam-na, e para mim, ela representa o glamour que Hollywood representava em tempos áureos.
Sua elegância natural e sua beleza, sem recorrer a maquiagem pesada ou procedimentos artificiais, fazem dela uma figura irresistível. Há algo de cativante nela que nunca perde o charme.

Nascida a 13 de setembro de 1944, em Weybridge, Surrey, Inglaterra, Bisset cresceu em um ambiente artístico. Desde jovem, sentiu-se atraída pela arte do espetáculo, começando com a dança e, mais tarde, se dedicando à atuação – uma paixão que a definiria ao longo de sua vida.
Ao longo de sua carreira, Bisset, com seus impressionantes olhos verdes e cabelos castanhos, conhecidos por suas maçãs do rosto distintas, interpretou diversos papéis marcantes.
De Miss Goodthighs, a sedutora da comédia de espionagem Casino Royale (1967), a uma mãe dedicada em Sleepy Time Gal (2001), passando por Jacqueline Kennedy Onassis em America’s Prince: The John F. Kennedy Jr. Story (2003), e até Anna Karenina na adaptação de 1985 do romance de Tolstoi, ao lado de Christopher Reeve.

Seu primeiro grande sucesso foi em 1966, com Cul-de-Sac, dirigido por Roman Polanski. Porém, foi em 1968 que se consagrou definitivamente como estrela. Nesse ano, participou de Detetive, ao lado de Frank Sinatra, Bullitt, com Steve McQueen, e The Sweet Ride, que lhe valeu uma nomeação ao Globo de Ouro.
Seu impressionante currículo inclui ainda filmes como Dia para a Noite (1973), Assassinato no Expresso do Oriente (1974), The Deep (1977), Orquídea Selvagem (1990), e uma nomeação ao Globo de Ouro por seu papel em Joana d’Arc (1999).
Em 2013, finalmente conquistou um Globo de Ouro pelo papel na minissérie Dancing on the Edge. Mais recentemente, participou de Miss You Already (2015) e Birds of Paradise (2021).
Bisset não se limita à atuação – ela é fluente em inglês, francês e italiano. Em 2010, recebeu a Legião de Honra, a mais alta condecoração francesa, e em 2023, o Festival Internacional de Cinema de Sedona premiou-a com o Lifetime Achievement Award.

Apesar de ter trabalhado com alguns dos maiores galãs de Hollywood, Bisset nunca se casou. Frank Sinatra a cortejou, e rumores sobre um romance com Steve McQueen, seu colega em Bullitt, circularam por anos. No entanto, ela sempre afirmou que as diferenças entre eles eram grandes demais para permitir um relacionamento duradouro.
“Ele era atraente, mas um pouco assustador,” disse ela ao The Daily Mail. “Eu era muito inglesa e ele era o típico americano. A maneira como ele falava me deixava louca – eu não sabia o que significava ‘dude’ ou ‘soul chick’!”
Ela teve relacionamentos com o ator canadense Michael Sarrazin, o bailarino Alexander Godunov e o ator Vincent Pérez, mas sempre afirmou que é independente demais para o casamento.
“Tive homens muito interessantes na minha vida. Eles foram um desafio”, afirmou ao The Independent. “Já me disseram que não escolho homens fáceis.
Mas às vezes recebemos muita informação – vemos os maus hábitos e, sinceramente, não sei se conseguiria viver com isso. Eu não tive separações difíceis, simplesmente segui em frente.”
Como madrinha de Angelina Jolie, Bisset nunca se deixou envolver pelas luzes dos tablóides. No entanto, quando ganhou o tão aguardado Globo de Ouro por Dancing on the Edge, ela fez manchetes. Seu discurso, um pouco disperso, foi repleto de emoção sincera e gratidão – afinal, ela esperou 47 anos para receber o prêmio.
Desde então, continuou a se destacar com papéis fascinantes, como os thrillers franceses The Lodger (2020) e Loren & Rose (2022), onde interpretou uma atriz lendária em busca de uma segunda chance na carreira.

O diretor Russell Brown comentou que, ao contrário de sua personagem, Bisset é “nem um pouco louca e insegura”, demonstrando novamente a versatilidade impressionante da atriz.
Como uma beleza atemporal, Bisset enfrenta o envelhecimento com dignidade. Em seu famoso discurso no Globo de Ouro, ela compartilhou sua filosofia: “Se queremos ter boa aparência, precisamos perdoar a todos. Esse é o melhor tratamento de beleza.”
Ela também nunca cedeu à pressão por cirurgia plástica, dizendo: “Quando era mais jovem, tinha muitos complexos, mas nunca cedi à tentação. Não acho que isso nos faça parecer mais jovens. Apenas nos faz parecer diferentes.” Uma artista sincera, elegante e talentosa, Jacqueline Bisset continua a ser uma figura brilhante em Hollywood. Um verdadeiro ícone de classe e uma das maiores atrizes da nossa era.
Você tem algum filme ou memória favorita de Jacqueline Bisset? Compartilhe sua opinião sobre essa mulher incrível e sua carreira inesquecível!