Sim, é a lendária cantora Edith Piaf, cujo destino fascinante pode ser contado inúmeras vezes. O nome da icônica diva parisiense está cercado por diversas lendas, incluindo a história de que ela nasceu na rua, especificamente nos degraus do número 72, no humilde bairro de Belleville, em Paris. Seu nome verdadeiro era Édith Giovanna Gassion, filha de um acrobata de circo e de uma cantora de rua.
Logo após seu nascimento, o pai foi convocado para a guerra, e a mãe, sem condições ou interesse em cuidar da recém-nascida, deixou Édith aos cuidados da avó materna, uma berbere marroquina. Ela ficou com a avó até completar um ano e meio.

Ao longo da vida, Édith Piaf teve muitos romances, que começava e terminava sem arrependimentos. Sempre que sentia seus sentimentos esmorecerem, ela encerrava a relação sem hesitar e partia em busca de novas aventuras.
Aos 16 anos, em um bar, conheceu Louis Dupont, um mensageiro de 17 anos, com quem teve uma filha chamada Marcelle.
Esse relacionamento, contudo, foi doloroso. A cantora perdeu a filha precocemente e nunca teve outros filhos. Aos 20 anos, foi descoberta por Louis Leplée, dono da boate Le Gerny’s, que a convidou para uma audição.
Ele se tornou o primeiro grande mentor de Édith, ensinando-a a trabalhar com músicos acompanhantes, a vestir-se com elegância, a se portar no palco e a controlar suas expressões faciais e gestos. Foi ele também quem a batizou de “Piaf”, que significa “pequeno pardal” em francês, inspirado por sua baixa estatura de apenas 1,42 metro.

Logo, cartazes estampavam o nome “La Môme Piaf” junto a retratos da cantora, marcando o início de um sucesso estrondoso que a tirou da pobreza das ruas parisienses.
Durante uma turnê nos Estados Unidos, Piaf conheceu o famoso boxeador francês Marcel Cerdan, que se tornou o grande amor de sua vida. Contudo, havia um obstáculo: Cerdan era casado e pai de três filhos.

Ele vivia dividido entre a família e a paixão por Édith, viajando longas distâncias para estar ao lado dela. Em uma dessas viagens, o destino foi trágico. O romance, que começou em 1948, teve um fim abrupto em 28 de outubro de 1949, quando Cerdan faleceu em um acidente de avião enquanto viajava de Paris para Nova York para encontrá-la.
Após a perda, Piaf se isolou e enfrentou sérios problemas de saúde. Frequentava hospitais regularmente para tratar seu corpo debilitado e, durante uma dessas internações, conheceu seu último amor, Théo Sarapo, um jovem atraente 20 anos mais novo.

Ele levou uma boneca para presenteá-la e, após uma semana de visitas ao hospital, pediu a cantora de 47 anos em casamento. Mais tarde, Piaf diria: “Eu só amei verdadeiramente Marcel Cerdan. E minha vida inteira esperei por Théo Sarapo.”